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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Convite audiência pública sobre a Dragagem do Porto de Tubarão na Câmara Municipal de Vila Velha
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Fórum Ambiental Popular Permanente - FAPP
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Irrisórios R$ 118 mil pela vida marinha em quatro municípios
Quanto vale a vida marinha do planeta? E quanto vale a vida marinha em Vila Velha? A resposta vazia chegou à tribuna livre desta terça-feira (22 de março), no plenário da Câmara Municipal de Vila Velha, onde funcionários das empresas Vale e Arcelor levaram “explicações” sobre a dragagem do Porto de Tubarão.

Entre um quadro e outro de projeção, um preposto da empresa Vale explicou que existe uma área delimitada na Praia da Costa de 125m² para o despejo de “sedimentos” que ele alegou ser formado por areia e material natural. Segundo ele, o fundo do Porto de Tubarão não possui material tóxico. Ainda segundo o mesmo funcionário, diferente do Porto de Santos (SP), em que o fundo é composto de material tóxico.
Mesmo afirmando que não existe consequencias graves para a vida marinha nem para a sociedade, o expositor explicou que a empresa entrará com uma contra-partida de R$ 470 mil para os municípios de Cariacica, Serra, Vila Velha e Vitória, atingidos pela dragagem. Isto significa que cada um terá direito a algo em torno de R$ 118 mil.
Pareceu tão estranha a contra-partida que um dos convidados se levantou e indagou sobre a tal verba que será distribuída entre os municípios. A resposta foi eloquente, mas não convincente.
Outro dado afirmado pelo funcionário da Vale é que a área restrita ao “bota-fora”, termo assim definido pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA), não é área de pesca.
De acordo com o expositor, a área de disposição do material é monitorada durante e depois da passagem da draga. E o tempo de monitoramento é de cinco minutos.
Passemos às indagações que não foram colocadas pelo funcionário, até mesmo porque não havia interesse por parte da Vale.
A vida marinha – fauna e flora – não será atingida, mas a flora pode se locomover rapidamente para fugir dos dejetos lá depositados? E animais corpulentos, como as estrelas-do-mar são retiradas para que haja o “bota-fora”? A empresa não teria outra forma de aproveitar os dejetos?
Um convidado perguntou se aquele material serviria para aterrar a Curva da Jurema, no que foi prontamente satisfeito em sua indagação.
“Aquele material não serve para aterro pois é composto por areia muito fina”.
Será?
As informações foram dadas e pareceram até contraditórias com o que é acompanhado pela sociedade canela-verde.
O expositor afirmou, categoricamente, que a distância de despejo nas praias de Vila Velha é de 10 quilômetros. Mas durante a tribuna livre foram distribuídos folders explicativos afirmando que a distância é de 15 quilômetros. Quem está certo?
Resta à sociedade capixaba aguardar os órgãos judicantes para que intervenha nesse “bota-fora” criminoso para que o futuro das águas salgadas de Vila Velha não esteja comprometido.
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Fórum Ambiental Popular Permanente - FAPP
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30.3.11
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Vereador de Vila Velha comemora vitória do FAPP
Em seu pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, de Vila Velha, nesta quinta-feira (24 de fevereiro), o vereador João Batista Babá (PT) comemorou a primeira vitória efetiva do Fórum Ambiental Popular Permanente (FAPP).
A preocupação dos moradores dos bairros Guaranhuns, Parque das Gaivotas, Jockey de Itaparica, Santa Mônica Conjunto, Santa Mônica Popular, Araçás e Coqueiral de Itaparica extrapolou o ambiente das ruas e das manifestações e conseguiu se transformar em uma liminar da Justiça que suspendeu a obra de instalação dos postes de alta tensão.
“Hoje tenho uma boa notícia. A luta tem nos trazido a esta tribuna, a luta de vários moradores que reclamaram da forma como a alta tensão vinha sendo implantada, mas uma liminar, concedida hoje, embargou essa obra. A EDP/Escelsa foi lá para engambelar os moradores, dando geladeira e prometendo colocar um canteiro de flores nos bairros. Queriam engambelar a população mais humilde. Uma obra dessas, em qualquer lugar do mundo, é feita de forma subterrânea”, destacou Babá em seu discurso.
Ainda dentro de seu prazo para discursar, Babá lembrou dos problemas que ,os moradores do Sítio Batalha, enfrentam quando ocorre uma chuva qualquer em Vila Velha.
“Nem precisa chover muito, qualquer chuva inunda as casas. Tem moradores que tiveram que construir verdadeiros diques em suas casas. No Natal do ano passado diversos moradores daquele local tiveram que passar a noite colocando móveis para cima. Tem gente que está abandonando seus imóveis ou vendendo a preço muito baixo”, alertou o vereador.
Ele explicou que é necessário realizar uma obra de 15 metros que custaria aos cofres do município algo em torno de R$ 150 mil.
“A nossa proposta é que o DER-ES e a Cesan abraçem esta ideia”, sugeriu o parlamentar.
Fonte: Jornal sindinoticias
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Fórum Ambiental Popular Permanente - FAPP
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28.2.11
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